Quem somos nós:

Somos um grupo da disciplina Seminário 4 do curso de Pedagogia - UERJ - CEDERJ - Polo São Pedro d'Aldeia

Ana Carolina Castro dos Santos
Christianne Rothier Duarte
Jhony Pinheiro de Oliveira
Leticia Brazil Teixeira
Patricia Siqueira e Silva

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

"A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida."  Séneca

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O desafio!


A construção deste blog foi um desafio, pois gosto de internet, acompanho vários blogs; mas nunca experimentei está do outro lado, do lado daquele produz o blog, percebi que além de ser trabalhoso é algo muito gratificante e acima de tudo informativo/formativo.
Pesquisei e li muito para poder passar uma informação com sentido e relevância. Sinto-me gratificada, pois essa experiência eu levarei para toda a vida. E com esta experiência reafirmamos o fato do professor ser um eterno pesquisador, pois o mundo muda se atualiza, e nós, professores, precisamos seguir estas mudanças.



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Concluindo mais uma etapa!

Nossa missão está chegando ao fim!

Concluímos que a questão a qual nos propusemos a analisar, infelizmente, é um tema recorrente, a ponto de ser fácil encontrar material sobre o assunto em revistas e filmes, sem falar na nossa própria experiência.

Diversas áreas do conhecimento como a Sociologia, a História, a Antropologia, a Filosofia, a Psicologia, entre outras, contribuem para o entendimento da situação.

Através de meios eletrônicos conseguimos realizar pesquisas, encontrando em diferentes ambientes virtuais materiais que ajudaram a embasar nosso trabalho.

O cinema tem tocado nesta ferida, denunciando, alertando e até mostrando caminhos para reverter situações dramáticas, mostrando ser possível reintegrar crianças e jovens vítimas de preconceito e da exclusão.

Ficou evidente, em todos os materiais pesquisados, a importância do papel do professor na vida de seus alunos - para o bem e para o mal.

Colhemos frutos com este trabalho: a importância da participação de cada um e de todos na construção de um objetivo comum, a importância de encarar os desafios e juntos buscar a superação, a importância da reflexão sobre a própria prática como norteador do trabalho cotidiano.

Valeu, grupo! Muito sucesso na caminhada de todos nós!

NUNCA JULGUE O LIVRO PELA CAPA


Ao rotular uma criança você não está permitindo que ela  mostre a sua real capacidade, pois a mesma precisa de estímulos para construir seu conhecimento.






Quando estiveres a ponto de condenar alguém, lembra-te de ti mesmo. 



Procure se perguntar se você não faria o mesmo,
se estivesse no lugar dessa outra pessoa.


Nós já temos tantas batalhas na vida...


Racismo, preconceitos, fome, maldades, abandonos...


Quem somos nós pra acharmos que somos diferentes...


O que nos diferencia das outras pessoas,
é o nosso caráter e nossa índole.


Ao invés de julgar, ajude.


Ao invés de criticar, dê um caminho.



'EPÍLOGO'

   Estamos quase chegando ao final de nosso trabalho, fazendo uma retrospectiva vejo o quanto aprendi sobre uma educação sem rótulos e sobre a própria tecnologia blogueira. 
   Me envolvi demais com esse projeto e hoje assimilo blog e educação sem rotular, sem estigmatizar o aluno. Somos todos seres únicos e particulares, temos nossas limitações e isso é o que nos torna humanos, devemos saber respeitar para ser respeitados, jamais temos o direito de rotular um aluno nosso, pois não sabemos qual o impacto de nossas palavras na vida do outro, como diz um ditado muito veiculado na internet: 

 "Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra atirada,a palavra dita,a ocasião perdida e o tempo passado".


   Antes de tudo sejamos instrumentos na vida de nossos alunos, por trás de cada dificuldade há uma história de vida que deve ser respeitada.

domingo, 28 de outubro de 2012

Educar sem rótulos

Manuela é a desinibida da turma, falante e agregadora. Maria, Ana e algumas outras são candidatas a princesinhas, sempre muito arrumadas. Já Rodolfo é um pestinha, vem de uma família complicada e não se desgruda dos repetentes. Corriqueiro entre professores e gestores escolares, o hábito de rotular estigmatiza as crianças e as desestimula a aproveitar uma das grandes vantagens do ambiente escolar: a liberdade para experimentar papéis e posturas. "Entre os menores, alguns estudantes nem sabem os nomes direito porque só escutam apelidos", diz Andréia Cecon Rossi, diretora da EMEI Curió, em Itatiba, a 89 quilômetros de São Paulo.

Quando adjetivos positivos são usados, o agraciado acaba se convencendo de que é superior - e seus colegas de que dificilmente o alcançarão. "Além de tirar a autocrítica do sujeito, ele pode se tornar incapaz de refletir sobre as próprias ações, deixando de se arriscar naquilo em que não se sairia tão bem. Isso quando não fica incapaz de lidar com as frustrações", alerta Sonia Losito, doutora em Psicologia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

No caso das famas negativas, o mais provável é que o estudante se sinta preso ao juízo de valor. Chamar um aluno de burro é o mesmo que dizer que ele não se adapta ao mundo escolar. "As crianças não são iguais. Têm ritmos, jeitos e modos diferentes de aprender. Mas todos são capazes", defende Divani Nunes, formadora do Grupo de Apoio Pedagógico da rede municipal de Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

Em tese, os rótulos não são exclusivos do ambiente educacional. A antropóloga Ana Luiza Carvalho da Rocha, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diz que faz parte da cultura humana julgar os outros com base nos próprios padrões e códigos éticos e morais. Eliana Braga Atihé, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, complementa o raciocínio: "A classificação reflete a tendência de nossa identidade de se defender da diferença que o outro representa. Rotular é enquadrá-lo numa categoria que o reduza e simplifique para nós. É preciso um esforço para se afastar dos referenciais próprios e observar a beleza da diversidade".

http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/educar-rotulos-431171.shtml

Professor despreparado potencializa o preconceito nas escolas

O principal motivo para que a discriminação contra estudantes homossexuais faça parte do cotidiano das escolas brasileiras é a falta de preparo do professor para lidar com a questão. Esse é o diagnóstico dos especialistas consultados pela Agência Brasil. A formação continuada dos profissionais que trabalham na escola tem sido a principal estratégia do Ministério da Educação (MEC) e de outras esferas de governo para atacar o problema.
Na avaliação da coordenadora-geral de Diretos Humanos do MEC, Rosiléa Wille, o professor reproduz comportamentos discriminatórios porque não foi educado para a diversidade. Ela defende que, além de capacitar quem já leciona, é necessário modificar a formação inicial desses profissionais.
"Claramente os professores têm dificuldade para lidar com isso, mas não podemos culpá-los. Eles estão saindo da universidade sem estarem preparados para lidar com a diversidade que existe na escola. Se a gente não muda isso, temos que estar sempre trabalhando na consequência."
De acordo com o MEC, desde 2005 cerca de 20 mil docentes participaram de cursos de formação sobre a temática. "Você tem uma forma de interferir no cotidiano da escola por meio do professor, que é um ator fundamental dentro do processo educacional", avalia Rosiléa.
A religião de professores ou da equipe pedagógica da escola também costuma interferir no tratamento dispensado a alunos homossexuais. O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, diz que muitos educadores levam para a escola "seus conceitos religiosos e fundamentalistas". Ele defende que uma capacitação para a educação sexual, em seu sentido mais amplo, facilitaria a compreensão.
O jovem André*, homossexual, cursa o 3° ano do ensino médio e diz que o argumento religioso já foi utilizado por uma coordenadora da escola em que estuda para condenar o relacionamento entre alunos do mesmo sexo. "Ela falou que o Deus dela dizia na Bíblia que isso era errado. Nós sofremos discriminação por parte de quem deveria nos orientar. A escola é um ambiente onde deveríamos aprender a respeitar todos e não nos sentir segregados", desabafa.

Para o educador Beto de Jesus, o problema está relacionado ao próprio modelo de aprendizagem, muito ligado aos parâmetros curriculares. "Muitas vezes o professor não se dá conta de que o aprendizado está além do conhecimento acumulado, ele faz parte do cotidiano das pessoas. Se um adolescente é excluído, seja por homofobia ou racismo, o docente não interrompe a aula para discutir o problema porque acha que o conteúdo que ele precisa transmitir é mais importante", afirma.
Representante na América Latina da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA), o educador avalia que o trabalho de capacitação dos professores é um grande passo, mas precisa ser ampliado e consolidado. "Foi a primeira vez que os grupos LGBTs puderam entrar na salas de aula e ajudar na capacitação dessas temáticas", afirma. Já o presidente da ABGLT, Toni Reis, classifica esse esforço de "tímido". A psicóloga especialista em sexualidade da Universidade Católica de Brasília (UCB) Claudiene Santos, que trabalha com formação de professores para a temática da diversidade sexual, diz que os resultados dos cursos são muitos positivos. Alguns abandonam a capacitação porque têm dificuldade de lidar com o tema. "Tivemos alguns depoimentos no nosso curso de professores dizendo que não imaginavam o prejuízo que podia ter causado a algum aluno, porque, mesmo sem a agressão, quando você toma a posição de não defesa, você está sendo conivente. Todos temos algum preconceito em algum nível. Esse exercício de reconhecer nosso preconceito e trabalhar contra ele precisa ser feito todo dia."

Agência Brasil

quinta-feira, 25 de outubro de 2012


Acabo de assistir este filme, que apresenta de modo contundente e emocionante o assunto que estamos abordando em nosso blog. Um soco no estômago daqueles que oprimem, estigmatizam, rotulam e destroem vidas de tantas crianças como o pequeno Ishaam. Quantos meninos como ele estão nas escolas do Brasil e do mundo, sendo agredidos, humilhados e chamados de burros, preguiçosos e incompetentes? Até quando a ignorância e arrogância dos burocratas da educação continuarão a excluir e acabar com a auto estima de tantos meninos e meninas dentro da escola? Assistam o filme e deixem aqui sua opinião, seu comentário. Chorei muito vendo o filme, me identifiquei em tantos momentos... lembrei de muitas crianças conhecidas e torço para que no caminho de cada uma delas haja um professor especial...





E um filme indiano de 2007, que no Brasil recebeu duas traduções: Como Estrelas na Terra e Somos Todos Diferentes. Nos Estados Unidos, foi exibido com o título: Every Child is Special (Todas as crianças são especiais).

Com direçao de Aamir Khan, que tambem faz o papel do professor substituto de artes que trabalha para transformar a vida do garoto Ishaan Awasthi,representado, de modo extraordinario, pelo ator mirim de 9 anos, Darsheel Safary.
Como Estrelas na Terra enfoca o problema da dislexia no garoto Ishaan, que passa por todo tipo de violência, em casa e na escola, até ser libertado do sofrimento pelo professor de artes. E um filme cheio de lirismo e poesia, musica encantadora. Tudo isto somado dão encantamento e magia à trama, o filme nos emociona e nos coloca diante da questão muito seria, da dislexia: – por que a sociedade tem muita dificuldade em lidar com as diferenças e a tendência em valorizar só quem age dentro dos padrões estabelecidos?
Ishaan vive o drama de ser diferente, já repetiu uma vez o terceiro período (no sistema educacional indiano) e corre o risco de repetir de novo.porque, por portar dislexia, as letras dançam na sua frente, tanto no quadro escolar quanto no caderno, não consegue acompanhar as aulas e prestar a atenção necessaria. É punido por indisciplina pela direção da escola e pelo pai, que resolve transferi-lo para um internato, onde será brutalmente tratado, apanhando de palmatória, até ser descoberto pelo professor de artes, que também sofreu em criança por ser disléxico, que oferece a Ishaan condições de expressar o seu talento.
A atitude do pai só faz regredir em Ishaan a vontade de aprender e de se expressar como uma criança. Ele entra em depressão, sentindo falta da mãe, do irmão mais velho, da vida, enfim. A filosofia do internato é a de disciplinar cavalos selvagens. Inesperadamente, um professor substituto de artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava perturbando o garoto Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática um ambicioso plano de resgatar aquele menino que havia perdido sua réstia de luz e vontade de viver.


Fonte: http://pt.shvoong.com/entertainment/movies/2260815-somos-todos-diferentes-como-estrelas/#ixzz2AHNXJXQt

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Meus tempos de aluna do ensino fundamental...


Quando tinha por volta do sete anos, vim morar na cidade onde resido até hoje, sendo  matriculada em um escola próxima a minha casa, na turma considerada mais forte. Quando meu primos mais velhos descobriram quem seria minha professora avisaram-me que ela era muito agressiva com os alunos, tanto fisicamente quanto verbalmente, fazia uso da régua para punir os alunos, a famosa época da palmatória; fiquei aliviada por não estar mais nesta fase da educação; não fiquei tão preocupada pois sempre fui um aluna tranquila e esforçada, exatamente o oposto dos meus respectivos primos. Mas infelizmente isso não me salvou de sua ira.
Ela em todo final de aula passava a famosa cópia; o que para mim era uma tortura, exatamente porque tive uma péssima alfabetização com sucessivas trocas de professores, o que resultou em escrever faltando letra, algo que não conseguia superar. Isso a deixava irada, ela me chamava de burra, incompetente e arrancava a folha do meu caderno, mandando eu copiar tudo novamente e sem nenhum erro. Eu nunca saia junto com os meus colegas; minha mãe chegava para me buscar e ficava me esperando, e chorando devido ao meu desespero por tentar fazer o que ela tanto queria.
Essa situação durou três longos meses, até que cheguei no meu limite; passei a não querer ir mais para a escola e todo dia pela manhã era o mesmo desespero ao sair de casa, até que por fim a direção trocou-me de sala; o que foi um alivio, pois a outra professora era totalmente diferente com os aluno, mas tarde soube que a dita professora da primeira sala brigou com a direção da escola por terem me trocado,  afirmando que as minhas reações eram "bobeira de criança".
Eu sei bem o que é ser humilhada pela professora, demorei muito tempo até superar e falar sobre isso e hoje uso o exemplo dela para fazer totalmente diferente em sala, procuro entender as dificuldades dos alunos e auxiliá-los e superá-las.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Dificuldade de aprendizagem x alunos estigmatizados


Gente anexei aqui parte de um estudo que acessei no link http://www6.ufrgs.br/psicoeduc/wiki/index.php/ALUNOS_COM_DIFICULDADE_DE_APRENDIZAGEM
Muito interessante porque muitos professores acabam por rotular os alunos que na verdade tem alguma dificuldade de aprendizagem. Devemos refletir sobre essa postura e sermos mais responsáveis diante dos nossos alunos, pois ao rotularmos podemos estar influenciando em toda sua vida, não temos a noção do peso de nossas palavras na vida de uma criança!



"A dificuldade de aprendizagem é um assunto vivenciado diariamente por educadores em sala de aula. Segundo a autora Juliane Fischer, as crianças com problemas de aprendizagem constituem um desafio em matéria de diagnóstico e educação.

Não é raro encontrar professores que rotulam alguns alunos como preguiçosos e desinteressados, e atribui a esses alunos certos adjetivos por falta de conhecimento sobre o assunto em questão. Segundo Fischer, muitos desses professores desconhecem que essas crianças podem estar apresentando algum problema de aprendizagem de ordem orgânica, psicológica, social ou outra.

O professor enfatiza muito a importância do conhecimento do conteúdo da disciplina a ser lecionada por ele, esquecendo de que é professor. Os alunos estão em sala de aula para aprender, mas a forma como a matéria é ensinada deve ser tão importante quanto à própria matéria. Talvez a maior dificuldade no relacionamento entre educadores e crianças com problemas de aprendizagem, seja por falta de uma visão global do ser humano, pois a tendência atual é analisar a criança parte por parte.

Segundo Davis, se o professor e seus alunos conseguirem estabelecer em sala de aula, uma atmosfera de respeito mutuo, bases de desacordos compreendidos, onde “errar” não significa falta de conhecimento, mas sim sinal que uma estrutura está em construção, pode se dizer que a interação social do grupo é constitutiva de um novo saber.
Também salienta que problemas de aprendizagem sempre existirão, e que isso é maravilhoso, porque por trás do erro de um aluno, está à oportunidade de descobrimos como ele organiza seu pensamento. Aquele aluno que decora não aprende com real significado, mas aquele que erra nos mostra que esta pensando, elaborando seu conhecimento, construindo seu saber. O professor ao defrontar com os erros de seus alunos precisa questionar o porquê daquela resposta e então começar entender como eles pensam.

Tradicionalmente associou-se a dificuldade de aprendizagem entre outras coisas, a alguma deficiência cerebral, relacionada a carências culturais, a privações econômicas e estruturais, ou a desnutrição. Nessa perspectiva o fracasso escolar era responsabilidade da criança que não aprende, ou de suas carências, mas, de qualquer forma, irremediável desde o ponto de vista educacional. A escola seria, então, isenta de qualquer responsabilidade no fracasso do desempenho escolar."



sábado, 13 de outubro de 2012

Já há alguns anos trabalho como formadora de formadores nas áreas de artes e leitura. Tive a oportunidade de conhecer  muitos professores que participavam de um projeto de leitura na região da bacia de Campos. Estes professores participavam voluntariamente do projeto, atuando como agentes de leitura em suas escolas, nas turmas de primeiro segmento do ensino fundamental. Empolgados, desenvolviam um ótimo trabalho com seus alunos. Mas em uma oficina, ficamos todos impactados com a fala de uma professora de uma pequena escola em uma zona rural de um município perto de Campos. Falando sobre seus alunos, expressou uma opinião extremamente preconceituosa e um olhar tão depreciativo que deixou a turma toda em silêncio por alguns instantes e imediatamente após provocou intenso debate entre seus colegas professores. Disse ela que seus alunos eram muito pobres, ignorantes, filhos de famílias quase miseráveis. As crianças, segundo ela, só iam a escola para comer e que não adiantava fazer nada por eles, pois não seriam mesmo nada na vida.
Faz alguns anos que isto aconteceu, mas não consigo esquecer a indignação que me acometeu e o sentimento de perplexidade diante de seu comentário.
Como mediadora, precisei respirar fundo para lidar com a situação de maneira profissional. Abri um momento de discussão para que outros professores pudessem opinar, administrando os debates, que foram acalorados.
Fiquei me perguntando, como alguém que não acredita no potencial das pessoas pode ser um professor?
Para aquela professora, seus alunos nada sabiam, como se fosse possível que um grupo de pessoas, no caso crianças, nada soubesse... Habitantes de uma área rural, quantos conhecimentos sobre sua região, sobre a natureza, modos de fazer e conhecer, enfim, quanta riqueza elas poderiam mostrar caso aquela professora estivesse aberta, caso tivesse "olhos de ver"?
Lamentavelmente há muitos como ela. Mas felizmente muitos outros deixam marcas positivas e estimulantes em seus alunos.
Como nós desejamos ser lembrados por nossos alunos? Como aquele que que destruiu seus sonhos ou como aquele que o motivou, incentivando sua caminhada, seu crescimento?

Já que o assunto é cinema....

Outro filme imperdível é "Escritores da Liberdade". O assunto que estamos abordando no blog é tratado no filme, que mostra como a atitude do professor pode contribuir para modificar comportamentos dos alunos.



O filme “Escritores da Liberdade” logo de início, aborda os ideais de uma professora recém-formada a procura de fazer a diferença em sua profissão. Motivada por seus ideais, aceita o cargo de professora de então titulada “turma problema”, com a tarefa de ensinar adolescentes rebeldes, intolerantes e de primeira vista, indomáveis e desacreditados por um sistema educacional deficiente.

Em seu primeiro dia de aula, depara-se com uma sala especial, destinada aos alunos “especiais” e logo à frente, uma sala de aula simples, com mesas riscadas, quadro de giz, móveis antigos, totalmente o diferente daquele espaço destinado ao oposto do perfil de seus alunos, sendo, de certa forma um pré-conceito da instituição, um “desacreditar” nas potencialidades de sua turma.

Em uma realidade muito próxima a nós, por vezes discentes, e por outras, educadores, a professora ao receber seus alunos com atraso, percebe toda heterogeneidade tanto da classe que recebia, quanto da cultura e estilos de vida apresentados no semblante de cada aluno que adentrava a sua aula: desmotivados, culturalmente desfavorecidos por indiferenças, injustiças, descaso, violência e pobres em perspectivas.

Ao perceber todos os problemas e histórias que a cercava por estes estudantes e instituição de ensino, resolve adotar novos métodos de ensino, mesmo que estas táticas confrontariam os ideais da diretora do colégio (aos problemáticos, cabe apenas passar e ler resumos de livros) e de outros professores que se sentiam amedrontados pela turma. Para isso, induziu a classe à participação ativa em suas aulas, entregou aos seus alunos um caderno para que escrevessem diariamente, suas próprias histórias, seus conflitos internos, enfim, sua própria vida em palavras escritas. Completando sua tática, indicou a leitura de livros que retratavam histórias de “heróis” da humanidade, como: “O diário de Anne Frank” – com o objetivo de que seus alunos percebessem a necessidade de tolerância entre si visto que, inúmeras barbáries aconteceram e acontece mundo a fora, e que a mudança de suas vidas, dependem exclusivamente de suas atitudes.

Com o passar do tempo, os alunos vão se engajando em seus diários, comentando sobre sua vida, suas perspectivas e correlacionando com os livros então propostos pela professora, passando a desenvolver um espírito crítico em seu interior (até então adormecido), passando a reconhecer, sentir, pensar e refletir sobre seus ideais e sociedade ao seu redor, passando a ter responsabilidade por suas escolhas, despertando a motivação para um futuro melhor, a necessidade de expressão de seus sentimentos e o reconhecimento de que sua identidade é um sujeito na história do mundo, um espaço ocupado e que não pode ser vazio.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO 
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/13704/resenha-do-filme-escritores-da-liberdade?_kt=8494173369&gclid=CI7NoJCh_rICFQTOnAodDnoARA#ixzz29BwGG3CK

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Filme da semana

   Queria indicar um filme pra quem ainda não viu, chama-se PRECIOSA, a sinopse é a seguinte:

   1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo'Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de "Mongo", por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação.

   Vale a pena refletir sobre a posição da diretora em lidar com a situação dessa aluna, ela ajudou ou causou uma exclusão maior ao conseguir para Preciosa uma vaga na escola alternativa?!?!

                                             

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Educar sem rótulos



   Interessantíssimo esse artigo do site "educar para crescer" que fala sobre educar sem rótulos, pois conforme o próprio texto diz: "o hábito de rotular estigmatiza as crianças e as desestimula a aproveitar uma das grandes vantagens do ambiente escolar: a liberdade para experimentar papéis e posturas. "  Chamo a atenção especificamente para as seguintes perguntas:




 O que acontece quando um professor critica uma criança?
"Quando você critica publicamente um aluno ou entrega de bandeja para a turma um apelido pronto, essa criança pode ficar estigmatizada e ser rejeitada pela turma", comenta Sonia Losito doutora em Psicologia da Educação pela Universidade 
Estadual de Campinas (Unicamp). O convívio em sala de aula pode ficar desequilibrado dependendo das atitudes dos professores.

Há um estímulo, ainda que não intencional, à prática do bullying (todo tipo de agressão física ou psicológica que ocorre repetida e intencionalmente para ridicularizar, humilhar e intimidar as vítimas). "É impossível discutir ética na escola se o convívio é desrespeitoso. Como esperar que alguém se desenvolva num ambiente assim?", aponta Fátima Polesi Lukjanenko, especialista em Educação Moral e secretária de Educação do município de Itatiba.

O que acontece quando uma criança é estigmatizada?
A aplicação de rótulos é mais grave nas crianças e nos jovens porque os alvos são seres em desenvolvimento, que dão mais valor a julgamentos. "Somos suscetíveis ao olhar do outro e vamos formando nossa identidade em meio à interação social. O que penso de mim é influenciado pelo parecer das pessoas", explica Sonia Losito, doutora em Psicologia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Se, ao ser educada, uma criança recebe reflexos negativos, terá uma forte tendência a se pensar como alguém menos valioso."
                
                               
 *** E vocês, o que acham sobre a postura de professores que acabam coibindo seus alunos através de rótulos que tanto os prejudicam em seu desenvolvimento?!?!



Link do artigo:
http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/educar-rotulos-450070.shtml

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Grupo Formado. "Missão dada é missão cumprida!" rs

Da esquerda para a direita: Christianne, Ana Carolina, Patrícia, Jhony e Leticia.

Aqui estamos nós...

Grupo do seminário 4, prontos para interagir e construir um conhecimento válido e proveitoso para todos!

Venham conosco!