Quem somos nós:

Somos um grupo da disciplina Seminário 4 do curso de Pedagogia - UERJ - CEDERJ - Polo São Pedro d'Aldeia

Ana Carolina Castro dos Santos
Christianne Rothier Duarte
Jhony Pinheiro de Oliveira
Leticia Brazil Teixeira
Patricia Siqueira e Silva

quinta-feira, 1 de novembro de 2012



   A construção do blog foi um grande desafio,não conseguia postar nada,só fazer comentários ,quase desistir ,mas hoje resolvi tentar mais uma vez.Fiz um novo email e enviei o convite,deu certo  e graças a Deus consegui postar algo e participar .
  O nosso blog trouxe em xeque o relacionamento professor x aluno,falando do grande preconceito do professor .Preconceito que, hoje, esta mascarado na inclusão social ,mas que cada vez mais o professor sabendo ou não exclui seu aluno.Taxando-o de incapaz,coitado,doente e até mesmo alunos que não  aprendem por serem pobres,esquecendo que são pessoas de direitos,direito a uma educação de qualidade sem distinção de raça,cor ,classe social ou deficiência .A educação é direito adquirido de todo cidadão e o professor como educador deve ter compromisso e comprometimento ao educar.
  Porém existem educadores que lutam em prol da educação de qualidade para todos ,mas que não depende somente deles ,existe por traz um sistema que também deve esta em busca do mesmo objetivo.
  Tendo como exemplo o filme “Escritores da liberdade” que relata  a história de uma professora que acredita na educação e que luta para que ela aconteça,mesmo com um sistema contra ela .Mas com persistência,compromisso e comprometimento  ela consegue atingir seus objetivos e mostrar que ela capaz.Basta  acreditar!
  A escolha do tema foi idéia da nossa amiga Letícia e idéia do titulo foi minha,“mais informações no rótulo” ,porque ao comprar um produto escolhemos pela marca,embalagem ,sem se importar  com o preço ou qualidade    e é assim que acontece com os alunos nas escolas.O melhor é aquele  que se veste melhor ,tem os melhores materiais ,sem ligar  para os sentimentos dos outros,prejudicando o desenvolvimento das crianças menos favorecidas,atrapalhando ainda mais o processo de ensino-apredizagem.
  Mas tudo isso precisa ser mudado, o professor deve rever seus conceitos  e ir busca de educação qualidade para todos ,sem distinção ,para um Brasil melhor.
   Agradeço a Deus pelo meu grupo que me ajudou muito e meu deu forças para continuar e não desistir .



PESQUISA SOBRE PRECONCEITO E                                                                                DISCRIMINAÇÃO NO
AMBIENTE ESCOLAR

SUMÁRIO EXECUTIVO
           Visando subsidiar a formulação de políticas e estratégias de ação que promovam, a
médio e longo prazos, a redução das desigualdades em termos de resultados educacionais,
o respeito e a própria educação para a diversidade nas escolas públicas brasileiras,
conduziu-se pesquisa pioneira nesse campo com o objetivo de analisar, de maneira global,
e coerente a incidência de preconceito e discriminação nas escolas públicas, de forma a
descrever um quadro consolidado que sirva de linha de base para a avaliação de ações
globais no campo da promoção da diversidade.
          Este trabalho compreendeu um estudo quantitativo por meio de uma survey
aplicada em 500 escolas de todos o país junto a estudantes da penúltima série do ensino
fundamental regular (7ª ou 8ª), da última série (3ª ou 4ª) do ensino médio regular, de EJA
(2º segmento do ensino fundamental e ensino médio), professores(as) do ensino
fundamental e médio que lecionam português e matemática nas respectivas séries acima
mencionadas, diretores(as), profissionais de educação que atuam nas escolas, e pais, mães
e responsáveis por alunos da(s) séries anteriormente referidas, que sejam membros do
Conselho Escolar ou da Associação de Pais e Mestres.
         A análise dos resultados da pesquisa revelou que os seus diversos públicos-alvo
(diretores, professores, funcionários, alunos e pais / mães) apresentam atitudes, crenças e
valores percebidos que indicam que o preconceito é uma realidade nas escolas públicas
brasileiras nas sete áreas temáticas de discriminação pesquisadas (étnico-racial, de
deficiência, de gênero, geracional, sócio-econômica, territorial e de identidade de gênero).
A área temática que apresentou os maiores valores para o índice percentual de
concordância com as atitudes discriminatórias foi a que exprime a discriminação em
relação a gênero (38,2%), seguida pelas áreas referentes à discriminação geracional
(37,9%), em relação à deficiência (32,4%), à identidade de gênero (26,1%), à
socioeconômica (25,1%), à étnico-racial (22,9%) e à territorial (20,6%).




Em complemento às analises do preconceito percebido, utilizou-se uma escala
acumulativa (escala de Bogardus) que apresenta maior robustez na mensuração efetiva da
distância social entre os atores escolares e os diversos grupos sociais pesquisados (pobres,
negros, índios, ciganos, moradores de periferia / favela, moradores de áreas rurais,
homossexuais e pessoas com necessidades especiais, físicas e mentais), com o objetivo de
medir o nível de proximidade com que os atores escolares se mostram predispostos a
estabelecer contatos sociais com os grupos considerados no estudo. É extremamente
importante observar que, embora os respondentes tenham apresentado, na média, valores
abaixo de 40% de concordância com atitudes preconceituosas, os valores obtidos para o
índice percentual de distância social, medido através da escala de Bogardus, oscilou entre
55% e 72%, indicando que estes mesmos respondentes, na média, não aceitam a
diversidade como parecem perceber e possuem intenções comportamentais associadas ao
nível de contato com os grupos estudados que efetivamente denotam discriminação.
A distância em relação a pessoas homossexuais foi a que apresentou o maior valor
para o índice percentual de distância social, com 72%, seguido da distância em relação a
pessoas portadoras de deficiência mental (70,9%), ciganos (70,4%), portadores de
deficiência física (61,8%), índios (61,6%), moradores da periferia e/ou de favelas (61,4%),
pessoas pobres (60,8%), moradores e/ou trabalhadores de áreas rurais (56,4%) e negros
(55%).
Mais preocupante é o fato que o preconceito e a discriminação muitas vezes
resultam em situações em que pessoas são humilhadas, agredidas e acusadas injustamente
simplesmente pelo fato de fazerem parte de algum grupo social específico. Nota-se que
estas práticas discriminatórias tem como principais vítimas os alunos, especialmente
negros, pobres e homossexuais, com médias de 19%, 18% e 17% respectivamente para o
índice percentual de conhecimento de situações de bullying nas escolas entre os
respondentes da pesquisa.