Quem somos nós:

Somos um grupo da disciplina Seminário 4 do curso de Pedagogia - UERJ - CEDERJ - Polo São Pedro d'Aldeia

Ana Carolina Castro dos Santos
Christianne Rothier Duarte
Jhony Pinheiro de Oliveira
Leticia Brazil Teixeira
Patricia Siqueira e Silva

sábado, 13 de outubro de 2012

Já há alguns anos trabalho como formadora de formadores nas áreas de artes e leitura. Tive a oportunidade de conhecer  muitos professores que participavam de um projeto de leitura na região da bacia de Campos. Estes professores participavam voluntariamente do projeto, atuando como agentes de leitura em suas escolas, nas turmas de primeiro segmento do ensino fundamental. Empolgados, desenvolviam um ótimo trabalho com seus alunos. Mas em uma oficina, ficamos todos impactados com a fala de uma professora de uma pequena escola em uma zona rural de um município perto de Campos. Falando sobre seus alunos, expressou uma opinião extremamente preconceituosa e um olhar tão depreciativo que deixou a turma toda em silêncio por alguns instantes e imediatamente após provocou intenso debate entre seus colegas professores. Disse ela que seus alunos eram muito pobres, ignorantes, filhos de famílias quase miseráveis. As crianças, segundo ela, só iam a escola para comer e que não adiantava fazer nada por eles, pois não seriam mesmo nada na vida.
Faz alguns anos que isto aconteceu, mas não consigo esquecer a indignação que me acometeu e o sentimento de perplexidade diante de seu comentário.
Como mediadora, precisei respirar fundo para lidar com a situação de maneira profissional. Abri um momento de discussão para que outros professores pudessem opinar, administrando os debates, que foram acalorados.
Fiquei me perguntando, como alguém que não acredita no potencial das pessoas pode ser um professor?
Para aquela professora, seus alunos nada sabiam, como se fosse possível que um grupo de pessoas, no caso crianças, nada soubesse... Habitantes de uma área rural, quantos conhecimentos sobre sua região, sobre a natureza, modos de fazer e conhecer, enfim, quanta riqueza elas poderiam mostrar caso aquela professora estivesse aberta, caso tivesse "olhos de ver"?
Lamentavelmente há muitos como ela. Mas felizmente muitos outros deixam marcas positivas e estimulantes em seus alunos.
Como nós desejamos ser lembrados por nossos alunos? Como aquele que que destruiu seus sonhos ou como aquele que o motivou, incentivando sua caminhada, seu crescimento?

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