Quem somos nós:

Somos um grupo da disciplina Seminário 4 do curso de Pedagogia - UERJ - CEDERJ - Polo São Pedro d'Aldeia

Ana Carolina Castro dos Santos
Christianne Rothier Duarte
Jhony Pinheiro de Oliveira
Leticia Brazil Teixeira
Patricia Siqueira e Silva

quinta-feira, 1 de novembro de 2012



PESQUISA SOBRE PRECONCEITO E                                                                                DISCRIMINAÇÃO NO
AMBIENTE ESCOLAR

SUMÁRIO EXECUTIVO
           Visando subsidiar a formulação de políticas e estratégias de ação que promovam, a
médio e longo prazos, a redução das desigualdades em termos de resultados educacionais,
o respeito e a própria educação para a diversidade nas escolas públicas brasileiras,
conduziu-se pesquisa pioneira nesse campo com o objetivo de analisar, de maneira global,
e coerente a incidência de preconceito e discriminação nas escolas públicas, de forma a
descrever um quadro consolidado que sirva de linha de base para a avaliação de ações
globais no campo da promoção da diversidade.
          Este trabalho compreendeu um estudo quantitativo por meio de uma survey
aplicada em 500 escolas de todos o país junto a estudantes da penúltima série do ensino
fundamental regular (7ª ou 8ª), da última série (3ª ou 4ª) do ensino médio regular, de EJA
(2º segmento do ensino fundamental e ensino médio), professores(as) do ensino
fundamental e médio que lecionam português e matemática nas respectivas séries acima
mencionadas, diretores(as), profissionais de educação que atuam nas escolas, e pais, mães
e responsáveis por alunos da(s) séries anteriormente referidas, que sejam membros do
Conselho Escolar ou da Associação de Pais e Mestres.
         A análise dos resultados da pesquisa revelou que os seus diversos públicos-alvo
(diretores, professores, funcionários, alunos e pais / mães) apresentam atitudes, crenças e
valores percebidos que indicam que o preconceito é uma realidade nas escolas públicas
brasileiras nas sete áreas temáticas de discriminação pesquisadas (étnico-racial, de
deficiência, de gênero, geracional, sócio-econômica, territorial e de identidade de gênero).
A área temática que apresentou os maiores valores para o índice percentual de
concordância com as atitudes discriminatórias foi a que exprime a discriminação em
relação a gênero (38,2%), seguida pelas áreas referentes à discriminação geracional
(37,9%), em relação à deficiência (32,4%), à identidade de gênero (26,1%), à
socioeconômica (25,1%), à étnico-racial (22,9%) e à territorial (20,6%).




Em complemento às analises do preconceito percebido, utilizou-se uma escala
acumulativa (escala de Bogardus) que apresenta maior robustez na mensuração efetiva da
distância social entre os atores escolares e os diversos grupos sociais pesquisados (pobres,
negros, índios, ciganos, moradores de periferia / favela, moradores de áreas rurais,
homossexuais e pessoas com necessidades especiais, físicas e mentais), com o objetivo de
medir o nível de proximidade com que os atores escolares se mostram predispostos a
estabelecer contatos sociais com os grupos considerados no estudo. É extremamente
importante observar que, embora os respondentes tenham apresentado, na média, valores
abaixo de 40% de concordância com atitudes preconceituosas, os valores obtidos para o
índice percentual de distância social, medido através da escala de Bogardus, oscilou entre
55% e 72%, indicando que estes mesmos respondentes, na média, não aceitam a
diversidade como parecem perceber e possuem intenções comportamentais associadas ao
nível de contato com os grupos estudados que efetivamente denotam discriminação.
A distância em relação a pessoas homossexuais foi a que apresentou o maior valor
para o índice percentual de distância social, com 72%, seguido da distância em relação a
pessoas portadoras de deficiência mental (70,9%), ciganos (70,4%), portadores de
deficiência física (61,8%), índios (61,6%), moradores da periferia e/ou de favelas (61,4%),
pessoas pobres (60,8%), moradores e/ou trabalhadores de áreas rurais (56,4%) e negros
(55%).
Mais preocupante é o fato que o preconceito e a discriminação muitas vezes
resultam em situações em que pessoas são humilhadas, agredidas e acusadas injustamente
simplesmente pelo fato de fazerem parte de algum grupo social específico. Nota-se que
estas práticas discriminatórias tem como principais vítimas os alunos, especialmente
negros, pobres e homossexuais, com médias de 19%, 18% e 17% respectivamente para o
índice percentual de conhecimento de situações de bullying nas escolas entre os
respondentes da pesquisa.






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